O tema “amor em tempos de tela: o que as telas estão fazendo com os relacionamentos modernos” ganhou profundidade na nossa última live, que teve como convidada a psicóloga e pesquisadora Daniela Zibenberg, especialista em terapia de casal e comportamento humano na era digital. Ao lado do nosso fundador, Bruno Gurgel, foi discutido como o uso exagerado das telas está transformando a forma como casais se conectam — ou deixam de se conectar — no cotidiano.
Vivemos um tempo em que as notificações competem com conversas reais, e isso já aparece nos dados: 70% das pessoas afirmam que o parceiro já ignorou uma interação para olhar o celular, uma prática conhecida como phubbing: aquele microgesto que parece pequeno, mas que machuca muito.
Quando a distração vira distância
Segundo Daniela, o celular muitas vezes entra como uma fuga. Não é só vício, é cansaço, estresse, sobrecarga emocional. A tecnologia vira refúgio e o relacionamento vira segundo plano, porém, quanto mais a pessoa se esconde na tela, mais distante ela fica do parceiro, criando um ciclo silencioso de desconexão.
A psicóloga lembra que os celulares são projetados para capturar atenção, mas é o estado emocional de cada um que define como eles entram no relacionamento.
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O impacto da era da distração
Vivemos na economia da atenção, um ambiente onde cada aplicativo busca competir com aquilo que mais deveria importar: a presença. É por isso que muitos casais sentem que perderam “tempo de qualidade” mesmo dividindo o mesmo sofá.
Como disse Daniela, não sabemos mais lidar com o tédio e sem o tédio, não existe pausa, criação nem aprofundamento emocional. Quando tudo é estímulo, nada é conexão.
Amor em tempos de tela: o que as telas estão fazendo com os relacionamentos modernos. Bruno Gurgel, nosso fundador, entrevista a psicóloda Daniela Zibenberg sobre como estão os relacionamentos atuais
Acordos, pausas e reconexão
Para reconstruir vínculos, Daniela defende acordos claros, não rígidos, mas intencionais, porque pequenos combinados fazem diferença nas relações:
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Refeições sem celular;
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“Zonas livres de tecnologia” em casa;
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Horários para conversar sem telas.

Amor em tempos de tela: o que as telas estão fazendo com os relacionamentos modernos; você sabia que olhar o celular e deixar de interagir com o parceiro tem nome?
Esses acordos fortalecem a intimidade e devolvem ao casal a sensação de prioridade. Não se trata de proibir telas, mas de equilibrar o digital sem perder o essencial. O que acha desse tema? Deixe um comentário com sua opinião!
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